segunda-feira, 26 de março de 2012

MÊS NOVEMBRO PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS / FUNJOPE 2011

PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS / FUNJOPE 2011
PROJETO OFICINA DE PINTURA:
MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.
(BAIRRO ILHA DO BISPO)

JOSE PAGANO
Autor,Professor de artes e artista plástico
Local: Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB
_____________________________________________________________
RELATÓRIO DAS ATIVIDADES/
Mês de NOVEMBRO/2011



Jose Pagano e Dom Aldo Pagotto em diálogo.
Dom Aldo pagotto faz agradecimento ao artista plástico Jose Pagano e ao projeto oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória/FUNJOPE.
“A pintura sempre esteve presente na vida dos cristãos. A imagem de Cristo é a imagem do sofrimento, de esperança e da vida. Foi muito oportuno pintar a imagem de cristo dentro da casa da família. Esta pintura ficará na Cúria, ao lado do meu Birô. Muito obrigado e Deus lhe abençoe”. (comentou Dom Aldo Pagotto à Jose Pagano).


Dom Aldo Pagotto, Jose Pagano, Lucas Henrique e seu pai sempre presente na oficina incentivando a participação do filho ao seu desenvolvimento intelectual e humano.

Jose Pagano, Lucas Henrique e sua Mãe sempre incentivando o filho a participar da oficina de pintura Minha Comunidade,Minha Memória.

Penso na falta de estima à família, sobre o valor da arte e na união de todas as instituições em solidariedade na luta contra a violência, que assola nossa sociedade. Desafios constantes a serem encarados.

Nos últimos momentos da confraternização as pinturas entram pela porta central da igreja.
A presença de Dom Aldo Pagotto e do padre Alexandre. São eles surpreendidos e presenteados com as pinturas. Os fiéis cantam e louvam a Deus. As pinturas são referenciadas e elevadas pelos braços dos referidos sacerdotes. É um momento de solidariedade e confraternização dos moradores da comunidade da Ilha do Bispo. Este encontro é uma forma de trazer soluções para a violência no bairro e de procurar a valorização da família. É a primeira vez que pinturas participam desta maneira, neste acontecimento.

Inicia-se o mês de Novembro. Tendo em vista o convite e solicitação à nossa Oficina de Pintura Minha Comunidade, Minha Memória para participar da atividade cristã da Crisma da Igreja católica Senhor do Bonfim, no dia 6 de novembro de 2011. Nesta primeira semana do mês temos mais uma missão por fazer duas pinturas em acrílico sobre/tela para a comunidade católica do Bairro Ilha do Bispo. Onde as mesmas serão presenteadas ao Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba Dom Aldo Pagatto e ao Padre Alexandre, da referida Paróquia.
“Acreditamos que esta ação demonstra uma valorização desta comunidade face à oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória ampliando e contribuindo para com o respeito à FUNJOPE diante da presente ação cultural na comunidade da Ilha do Bispo, que visa à socialização da arte, a inclusão artística, o desenvolvimento cultural e educacional deste bairro tão carente da cidade de João Pessoa. Portanto, será marcado reconhecimento desta nossa oficina de pintura diante das importantes autoridades representativas da nossa cidade e do estado.” (JOSE PAGANO. Relatório /outubro).

O artista plástico Jose pagano e o educando Lucas Henrique.Ao lado a Igreja Senhor do Bonfim

A pintura apresenta Jesus Cristo morto e o seu coração, pairando sobre a igreja Senhor do Bonfim. Esta pintura encontra-se nesta igreja, paróquia do padre Alexandre.
Detalhe da pintura. Cristo morto com a coroa de espinho e a irradiação da cruz sobre a comunidade.

CRISTO É A IMAGEM SUPREMA VIVA DA IGREJA CATÓLICA. ELE É REFLETIDO ENTRE AS NUVENS, SOBRE A IGREJA DA COMUNIDADE, ABENÇOANDO-A. AO LADO A CRUZ SÍMBOLO DO CRISTIANISMO. ESTA PINTURA POSSUI CARACTERÍSTICAS SURREALISTAS E PROCURA VALORIZAR A COMUNIDADE.


Jose Pagano. Detalhe da pintura.

Título desta obra:
A luz do espírito Santo invade a nossa casa. Esta pintura encontra-se na Cúria com o arcebispo Dom Aldo Pagotto. A pintura simboliza a esperança, diante da pobreza da comunidade.


Jose Pagano. Detalhes da pintura. A cruz.
Detalhe da pintura. Entre a porta da casa. Apresenta sutilmente a figura de Cristo e o seu coração significando o amor aos homens e a família.


REUNIÂO NA FUNJOPE


O cantor Pedro Osmar, a arte educadora Déa Limeira, o artista plástico Jose Pagano e o professor de folclore/ufpb Jose Nilton.Na reunião das oficinas culturais nos bairros na FUNJOPE.

MOSTRA OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS. EXPOSIÇÃO DA OFICINA DE PINTURA MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.

Ponto dos Cem reis, centro da sicade de João Pessoa. Paraiba. BRASIL.

O artista plástico Jose pagano, Pedro Osmar e o educado da oficna de pintura Minha Comunidade, Minha Memoria.


JOSE PAGANO E LUCAS HENRIQUE.Pinturas. Paisagens da Ilha do Bispo.



Jose Pagano,Lucas Henrique e a sua mãe.

Jose Pagano dá entrevista a impressa sobre o projeto das Oficinas Culturais nos Bairros.

Mostra das Oficinas Culturais dos Bairros - FUNJOPE. Jão Pessoa - Paraiba - BRASIL. no Ponto dos Cem Reis, no centro da cidade de João Pessoa. PARAIBA.



Jose Pagano e os coodebadores do Projeto Oficinas Culturais nos Bairros, Dea Limeira e Pedro Osmar. Mostra de 2011.

Pedro Osmar atento ao diálogo sobre a pintura.

Pedro Osmar apontando para a pintura inquirindo as formas pictóricas em dialogo com o artistya plastico Jose Pagano.

Déa Limeira(coordenadora das oficinas Culturais nos Bairros) e Jose Pagano.

Presença na mostra Oficinas Culturais nos Barros de Jose Pagano , Pedro Osmar, Paulo Pires.



pinturas e desenhos dos educandos.

Lucas Henrique.Fábrica de cimento da ilha do bispo. Acrilico s/tela.2011 Oficina de pintura Minha Comunidade, Minha Mémória.

Artista Pl´stico Jose Pagano e Lucas Henrique. Paisages da Ilha do Bispo.
Dimensões. 200 cm x 150 cm. Pintura em acrílico sobre tela.

De cunho naturalista esta pintura apresenta as atividades cotidianas do bairro, através de uma composição dinâmica e de predominância de cores frias. A pintura revela a veloz luz de meio dia, confundindo-se com a velocidade dos carros. Ao fundo vê-se a Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, no centro histórico de João Pessoa. E as ruínas da desativada fábrica de refino de algodão envolta de um céu azul fulgente imenso, cor típica da Ilha do Bispo.
A intuição que nos levou fazer estas pinturas conduziu a caminhos tensos e reflexivos sobre esta comunidade. O bairro possui uma história de alta importância para a cultura paraibana, desde o palco da batalha da expulsão dos holandeses da Paraíba, até a marcante fábrica de cimento como um símbolo da modernidade. A forte presença do cemitério nos faz crê na existência permanente da vida destinada a todos que ali transitam e vivem. Pintar a Ilha do Bispo é um desafio constante de imaginações. Conquistar suas cores e formas, os seus segredos inspiradores, significa revelar o valor que cada um dos moradores da ilha do bispo possui.

Detalhe da pintura. à cima.

Detalhe da pintura.Em baixo.

O artista plástico Jose Pagano e o Educando Lucas Henrique. Paisagem da Ilha do Bispo.Dimensões. 200 cm x 150 cm. Pintura em acrílico sobre tela.

De característica surrealista esta pintura manifesta de modo simbólico a comunidade da Ilha do Bispo. A composição se desenvolve apresentando a fábrica de cimento, o cemitério, o trem, as casas simples, o manguezal, a associação dos moradores, a praça, os animais, as carroças, as pessoas caminhando.
O simbolismo poético do céu do fim da tarde de cor quente laranja domina todo o quadro. Esta cor é dominante no pôr do sol diário do referido bairro. As luzes, as cores e as pinceladas rítmicas desta pintura dar-se numa atmosfera tempestuosa, que envolve os elementos formais da composição. Os passageiros parecem marchar ao seu incerto destino para o horizonte seguindo a noite. A fábrica de cimento ao lançar fuligem parece uma catedral translúcida obscurecendo o sol, entre túmulos que afirmam vidas de um dia. As casas singelas desenhadas pelas mãos de Lucas Henriques contrastam com a injustiça social de um país que condena o seu cidadão a viver na escória.

O artista plástico Jose Pagano e o compositor, músico e Cantor Pedro Osmar. Desmonta a Mostra Oficinas Culturais nos Bairros. No ponto dos Cem Reis. Centro da cidade de João Pessoa - Paraiba - BRASIL.

Jose Pagano e Lucas Henrique. Em processo artistico.

Em processo a pintura. Paisagem da Ilha do Bispo.

Singelas formas de Lucas Henriques na composição da pintura.

Jose Pagano e Lucas Henriques. Todo o processo dessas pintura tem caracter coletivo respeitando a individualidade dos artistas na busca de um só objetivo, a finalização da obra deseja.

Jose Pagano.

Lucas Henriques. Processo da outra pintura.

O educando Lucas Henrique.

O artista plástico Jose Pagano.

Jose Pagano. Detalhe da pintura.

Lucas Henrique.

Momentos de descontração.

Lucas Henrique. Detalhe da pintura.

Jose Pagano. Detalhe da pintura.

O processo da pintura "a fermentação".

processo do fazer da pintura continua.

estudos de algumas obras desevolvidas no percurso da oficina.

O artista plastico Jose Pagano e o educando Lucas Henrique.

Lucas Henrique. Estudo de composição.

Jose pagano e Lucas Henrique. Estudo para o mural.

Lucas Henrique delineando os primeiro straços do mural.

esboço para o mural.

PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS / FUNJOPE 2011
PROJETO OFICINA DE PINTURA:
MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.
(BAIRRO ILHA DO BISPO)

JOSE PAGANO
Autor e Professor de arte e artista plástico
Local: Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB
________________________________________________________________
RELATÓRIO DAS ATIVIDADES
Mês de Novembro/2011


Foto do mês apresenta: alguns momentos que marcaram a oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória. Início do mês de maio ao término dia 13 de dezembro 2011. Cumprimos o nosso objetivo.
Inicia-se o mês de Novembro. Tendo em vista o convite e solicitação à nossa Oficina de Pintura Minha Comunidade, Minha Memória para participar da atividade cristã da Crisma da Igreja católica Senhor do Bonfim, no dia 6 de novembro de 2011. Nesta primeira semana do mês temos mais uma missão por fazer duas pinturas em acrílico sobre/tela para a comunidade católica do Bairro Ilha do Bispo. Onde as mesmas serão presenteadas ao Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba Dom Aldo Pagatto e ao Padre Alexandre, da referida Paróquia.
“Acreditamos que esta ação demonstra uma valorização desta comunidade face à oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória ampliando e contribuindo para com o respeito à FUNJOPE diante da presente ação cultural na comunidade da Ilha do Bispo, que visa à socialização da arte, a inclusão artística, o desenvolvimento cultural e educacional deste bairro tão carente da cidade de João Pessoa. Portanto, será marcado reconhecimento desta nossa oficina de pintura diante das importantes autoridades representativas da nossa cidade e do estado.” (JOSE PAGANO. Relatório /outubro).

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Damos início ao processo da pintura. Então, fomos capturar algumas imagem da igreja, (já mostradas no relatório do mês de outubro) e a partir delas iniciar as pinturas.

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Contato com a comunidade.

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Foto da Igreja de Senhor do Bonfim da comunidade católica da Ilha do Bispo.

Pintar a igreja valorizando a comunidade é o nosso objetivo.
Os estudos da pintura começam. Todo o trabalho é coletivo entre Jose Pagano e Lucas Henrique.

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Os estudos começaram com a composição fotográfica
Em seguida partimos para a tela.

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CRISTO É A IMAGEM SUPREMA VIVA DA IGREJA CATÓLICA. ELE É REFLETIDO ENTRE AS NUVENS, SOBRE A IGREJA DA COMUNIDADE, ABENÇOANDO-A. AO LADO A CRUZ SÍMBOLO DO CRISTIANISMO. ESTA PINTURA POSSUI CARACTERÍSTICAS SURREALISTAS E PROCURA VALORIZAR A COMUNIDADE.

A pintura apresenta Jesus Cristo morto e o seu coração, pairando sobre a igreja Senhor do Bonfim. Esta pintura encontra-se nesta igreja, paróquia do padre Alexandre.

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Detalhe da pintura. Cristo morto com a coroa de espinho e a irradiação da cruz sobre a comunidade.

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A luz do espírito Santo invade a nossa casa. Esta pintura encontra-se na Cúria com o arcebispo Dom Aldo Pagotto. A pintura simboliza a esperança, diante da pobreza da comunidade.

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Detalhe da pintura. Entre a porta da casa. Apresenta sutilmente a figura de Cristo e o seu coração significando o amor aos homens e a família.

A Crisma de 2011, da Igreja católica Senhor do Bonfim, no dia 6 de novembro de 2011.

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A confraternização na igreja. A presença das Famílias, Lucas Henrique, a sua mãe e o seu pai, e de todos os alunos que participaram desta oficina de pintura.

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Lucas Henrique lê os Atos dos Apóstolos. Sentados Dom Aldo Pagotto e o padre Alexandre.

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Nos últimos momentos da confraternização as pinturas entram pela porta central da igreja.

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Penso na falta de estima à família, sobre o valor da arte e na união de todas as instituições em solidariedade na luta contra a violência, que assola nossa sociedade. Desafios constantes a serem encarados.

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A presença de Dom Aldo Pagotto e do padre Alexandre. São eles surpreendidos e presenteados com as pinturas. Os fiéis cantam e louvam a Deus. As pinturas são referenciadas e elevadas pelos braços dos referidos sacerdotes. É um momento de solidariedade e confraternização dos moradores da comunidade da Ilha do Bispo. Este encontro é uma forma de trazer soluções para a violência no bairro e de procurar a valorização da família. É a primeira vez que pinturas participam desta maneira, neste acontecimento.

foto
Dom Aldo pagotto faz agradecimento ao artista plástico Jose Pagano e ao projeto oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória/FUNJOPE.
“A pintura sempre esteve presente na vida dos cristãos. A imagem de Cristo é a imagem do sofrimento, de esperança e da vida. Foi muito oportuno pintar a imagem de cristo dentro da casa da família. Esta pintura ficará na Cúria, ao lado do meu Birô. Muito obrigado e Deus lhe abençoe”. (comentou Dom Aldo Pagotto à Jose Pagano).

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Dom Aldo Pagotto, Jose Pagano, Lucas e seu Pai.

As semanas passam o fim ano de 2011 está chegando.
Os trabalhos continuam. As outras pinturas produzidas farão parte da mostra das oficinas no ponto dos Cem Rés no dia 13 de dezembro de 2011. O propósito é fazer dois murais, pintura em grandes dimensões.

Fizemos novamente esboços, estudos de cor, composição e ritmo. Nestes dois murais podem ser analisadas as várias técnicas desenvolvidas durante todo o curso, sejam nos aspectos práticos e teóricos da história da arte.

A NOSSA PREOCUPAÇÃO AGORA É COM O TEMA.

Qual o assunto a ser abordado nos murais. Durante todo o percurso os alunos construíram a “tematização” sobre a memória da comunidade Ilha do Bispo. Estabeleceram nos seus desenhos os elementos formais expressivos que compõem a comunidade.

O nosso tema foi é construído a partir das observações na incursão pela comunidade fotografando os elementos formais que compõem a comunidade. A técnica é em acrílico sobre tela. Nas dimensões de 200 cm x 150 cm.

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O educando Lucas Henrique e o artista plástico Jose Pagano, pintando o primeiro mural.

O processo continua e a pintura toma um novo rumo principalmente na cor. Observamos as outras pinturas e temas de todos educando.
A concentração é construída pela necessidade de compreensão da obra, envolvimento técnico e temático.


A PINTURA
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Dimensões. 200 cm x 150 cm. Pintura em acrílico sobre tela.
De característica surrealista esta pintura manifesta de modo simbólico a comunidade da Ilha do Bispo. A composição se desenvolve apresentando a fábrica de cimento, o cemitério, o trem, as casas simples, o manguezal, a associação dos moradores, a praça, os animais, as carroças, as pessoas caminhando.
O simbolismo poético do céu do fim da tarde de cor quente laranja domina todo o quadro. Esta cor é dominante no pôr do sol diário do referido bairro. As luzes, as cores e as pinceladas rítmicas desta pintura dar-se numa atmosfera tempestuosa, que envolve os elementos formais da composição. Os passageiros parecem marchar ao seu incerto destino para o horizonte seguindo a noite. A fábrica de cimento ao lançar fuligem parece uma catedral translúcida obscurecendo o sol, entre túmulos que afirmam vidas de um dia. As casas singelas desenhadas pelas mãos de Lucas Henriques contrastam com a injustiça social de um país que condena o seu cidadão a viver na escória.

A OUTRA PINTURA
À cima a foto de uma paisagem da ilha bispo. Vista da ruína da fábrica de algodão.

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Esta pintura é uma paisagem do ponto de vista da Ilha do Bispo. Apresenta as cores e as luzes com características de meio dia.

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O artista plástico Jose Pagano e o educando Lucas Henrique pintando o segundo mural.

O objetivo é orientar o processo de forma flexível de modo a não interferir no processo criativo do educando, para isso foi necessário permanentemente o diálogo. Diálogo este, que muitas das vezes é construído em silêncio, através dos simplesmente ritmos, traços, composições, cores, gestos, olhares e da emoção em ação. São maneiras de entender o que o outro está pintando, e o que o outro deseja pintar em seguida. Olhar para o outro e para a sua pintura, e procurar entendê-lo é mais importante, nesta acepção, do que olhar para si.

"O trabalho coletivo exige dos artistas cumplicidade e respeito de um para o outro, objetivando finalizar a obra com sucesso". (JOSE PAGANO).
Detalhe da pintura. Paisagem com vista da Ilha para João Pessoa.

foto:
Dimensões. 200 cm x 150 cm. Pintura em acrílico sobre tela.

De cunho naturalista esta pintura apresenta as atividades cotidianas do bairro, através de uma composição dinâmica e de predominância de cores frias. A pintura revela a veloz luz de meio dia, confundindo-se com a velocidade dos carros. Ao fundo vê-se a Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, no centro histórico de João Pessoa. E as ruínas da desativada fábrica de refino de algodão envolta de um céu azul fulgente imenso, cor típica da Ilha do Bispo.
A intuição que nos levou fazer estas pinturas conduziu a caminhos tensos e reflexivos sobre esta comunidade. O bairro possui uma história de alta importância para a cultura paraibana, desde o palco da batalha da expulsão dos holandeses da Paraíba, até a marcante fábrica de cimento como um símbolo da modernidade. A forte presença do cemitério nos faz crê na existência permanente da vida destinada a todos que ali transitam e vivem. Pintar a Ilha do Bispo é um desafio constante de imaginações. Conquistar suas cores e formas, os seus segredos inspiradores, significa revelar o valor que cada um dos moradores da ilha do bispo possui.

MOSTRA DAS OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS/FUNJOPE

Objetivo: apresentar a produção de todas as oficinas.
Projeto oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória.
A montagem da exposição no ponto dos Cem Rés. 13 de dezembro/2011

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O artista plástico e arte-educador Jose Pagano, o grafiteiro Paulo Pires e o arte-educador Maurílio Marques Estrela.


Exposição das pinturas dos educando da oficina.

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A EXPOSIÇÃO: confraternização com todos os alunos, familiares, instituições culturais e associações dos bairros.

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O artista plástico e arte-educador Jose Pagano e a presença dos coordenadores do Projeto Oficinas Culturais nos Bairros/ FUNJOPE, a arte-educadora Déa Limeira e o compositor, cantor, músico Pedro Osmar.

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Alunos se confraternizam. Há nos olhos de todos Jovens e adultos que participaram dos cursos um “ar de orgulho e autoestima por o objetivo ter sido alcançado”.

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O artista plástico Jose Pagano, o educando Lucas Henrique e sua mãe.

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A mãe, Lucas Henrique e Jose Pagano, o Compositor Pedro Osmar vibrando de felicidade.

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Jose Pagano faz entrevista sobre a mostra. FIM...

ALGUMAS REFLEXÕES.
... Sim...! Cumprimos nosso objetivo o projeto iniciou na primeira semana de maio de 2011 até o dia 13 de dezembro 2011....!!!!!.....

O FIM É UM NOVO INÍCIO. (Jose Pagano)

A ARTE É UMA EXTENSÃO ENTRE O EU E DEUS. (Jose pagano)

“O amor é uma intercomunicação íntima de duas consciências que se respeitam. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor. Não se trata de apropriar-se do outro.“ (Paulo Freire .Educação e Mudança, 1979).



“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão.” (Paulo FreirePedagogia do Oprimido, 1968).. “A pessoa conscientizada tem uma compreensão diferente da história e de seu papel nela. Recusa acomodar-se, mobiliza-se, organiza-se para mudar o mundo.”(Paulo Freire. Cartas à Cristina, 1994.)


A Educação de Jovens e Adultos deve ter o compromisso com a liberdade. (JOSE PAGANO).

A arte é uma necessidade irrefutável e socialmente às vezes insólita. (JOSE PAGANO).


AGRADECIMENTOS
Agradecimentos a todos que fazem o Projeto Oficinas culturais nos Bairros da FUNJOPE e a ARCA - PB
A arte continua........Os projetos continuam.....A FUNJOPE CONTINUA

Contato com o artista: Jose Pagano: email: Pagarty03@yahoo.com.br
Click: BLOG: http://www.artesjosepagano.blogspot.com

domingo, 25 de março de 2012

MÊS OUTUBRO PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011

A oficina Minha Comunidade, Minha Memória faz contato com a comunidade

Lucas Henrique.Pintura. A canoa na maré.

A CANOA NA MARÉ
A canoa navega suavemente em sua leve forma
Guiada pelas forças revoltas das águas do Sanhauá
Nas margens sutis surge o manguezal rico de beleza e alento
Onde paira um vento ao assoviar
Prever que o pai do mangue derramará sua guarda sobre essa mata d’agua
Será ela acolhedora do pescador como verdes folhas caídas
No seu manto verde esmeralda fluido
A espera de um novo dia.


(Poema: A canoa na maré. De: JOSE PAGANO. Inspirado na pintura de Lucas Henrique. 2011)


Lucas Henrique.


Dona Ivanilda. Pintura. O Barco do Rio Sanhauá.

PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011
PROJETO OFICINA DE PINTURA:
MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.
(BAIRRO: ILHA DO BISPO)

JOSE PAGANO
Autor e Professor de Artes

Local: Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB
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RELATÓRIO DAS ATIVIDADES
Mês de Outubro/2011

As fotos do mês. À esquerda a igreja Senhor do Bonfim e o contato com o grupo católico da comunidade da Ilha do Bispo ao caminho da Igreja. Significativa presença da oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória e da FUNJOPE, nesta comunidade.

DIA: 4 de outubro/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Dona Ivanilda, 62 anos de vida. Três filhos. Nasceu e vive no Bairro da Ilha do Bispo. A arte é mais que o seu passatempo, é uma maneira de viver melhor. Lembrou Dana Ivanilda.
“Os jovens de hoje não quer nada com vida, é tudo cansado, a maioria só quer se drogar. Eu vivo cansada, mas eu venho pra aula. Os meus pés tá doendo de mais. Eu não posso andar muito que a perna dói”.
“As menina e os menino tá tudo na casa dele sem fazer nada, em vês de tá aqui no curso”.

“Eu vou chegar até o fim do curso. A minha médica disse que é bom eu participar do curso de pintura”. (Dona Ivanilda).

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“Eu gosto de aprender as coisa. O meu marido fica em casa, e não sai pra lugar nenhum”. (Dona Ivanilda).

As mãos de Dona Ivanilda revelam formas da sua memória de quando era criança, onde barcos de pescadores trafegavam na maré da Ilha do Bispo. Alguns levavam pessoas e outros viam cheios de peixes. Lembrou Dona Ivanilda.
O diálogo é fundamental no processo criativo, tendo em vista a experiência de vida de Dona Ivanilda. Neste momento, a arte se faz companheira na forma da expressão artística da pintura e da memória, desta senhora cheia de vida. (JOSE PAGANO).

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Barco na maré da Ilha do Bispo. Tempo passado. Dona Ivanilda.

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Estrelas, lua e sol admiram o barco que navega na maré, uma estrada líquida da vida. (JOSE PAGANO).

DIA: 11 de outubro/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
O processo criativo do fazer da pintura continua. Estamos explorando os temas relacionados diretamente a comunidade da Ilha do Bispo. O tema é desenvolvido de acordo com a potencialidade de cada educando. A criatividade, a autocrítica e a rigorosidade no fazer artístico são fundamentais para um bom trabalho pictórico.
Um convite importante para a nossa oficina de pintura.
Fomos (a oficina de pintura: minha comunidade, minha memória/FUNJOPE) procurados pela comunidade Católica da Igreja Senhor do Bonfim do bairro da Ilha do Bispo para fazer duas pinturas, que farão parte das atividades cristã da Crisma de 2011.
As pinturas confeccionadas para esta atividade farão parte do ritual da Crisma na Igreja Senhor do Bonfim, desta comunidade no dia 6 de outubro de 2011. E, que as mesmas serão presenteadas ao Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba Dom Aldo Pagatto e ao Padre Alexandre, da referida comunidade. As pinturas terão como tema a fé e a luz do espírito santo que chamam todos a comungar a paz na comunidade da Ilha do Bispo. Acreditamos que esta ação demonstra uma valorização desta comunidade face à oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória, e contribui com para o respeito à FUNJOPE diante da sua presença e da ação cultural na comunidade da Ilha do Bispo, que visa à socialização da arte, a inclusão cultural artística, o desenvolvimento cultural e educacional deste bairro tão carente da cidade de João Pessoa.
Portanto, será marcado o reconhecimento da nossa oficina de pintura diante das importantes autoridades representativa da nossa cidade e do estado.

foto
Lucas Henrique. A canoa na maré. Acrílico s/tela.

A CANOA NA MARÉ
A canoa navega suavemente em sua leve forma
Guiada pelas forças revoltas das águas do Sanhauá
Nas margens sutis surge o manguezal rico de beleza e alento
Onde paira um vento ao assoviar
Prever que o pai do mangue derramará sua guarda sobre essa mata d’agua
Será ela acolhedora do pescador como verdes folhas caídas
No seu manto verde esmeralda fluido
A espera de um novo dia.


(Poema: A canoa na maré. De: JOSE PAGANO. Inspirado na pintura de Lucas Henrique. 2011)

DIA: 18 de outubro/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Caminhamos para a igreja Senhor do Bonfim do Bairro da Ilha do Bispo para tirar as fotos, e a partir delas nos orientar na produção da pintura à que fomos incumbidos de pintá-las para esta comunidade católica. Fizemos contato com a comunidade.

É um desafio pintar a igreja, pois há um sentimento de religiosidade e ou sensibilidade ao tema. Visto que, quando pintamos alguma coisa, pintamos porque acreditamos e a defendemos. Pois, nos é colocado esta questão e temos que encará-la por vários motivos. O primeiro é pintar a “luz divina”, o outro é corresponder a um resultado satisfatório da comunidade. Faremos dentro dos nossos limites e do processo criativo da nossa oficina de pintura. Pois, queremos estes objetivos. Em face desta ação percebe-se de forma urgente uma busca da comunidade à paz ao meio de tanta violência. E, a nossa pintura pode contribuir neste sentido.

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Igreja de Senhor do Bonfim da comunidade católica da Ilha do Bispo.

Devemos pintar as coisas melhor do que elas são.(JOSE PAGANO)

Ao regressar da igreja Senhor do Bonfim, onde tiramos as fotos. Fomos à sede do conselho comunitário da Ilha do Bispo em busca da pintura do pintor Macena, que morava em nossa comunidade.
Lembro-me do artista Macena quando eu era criança. Foi o primeiro pintor que eu vi pintando. Eu tinha 11 anos de idade, pelos anos de 1977. E a primeira vez que eu vi uma tela, tinta a óleo e inclusive sentir o seu cheiro.
O artista pintava em sua casa, e muitas das vezes na Rua da Redenção, bem próxima à linha do trem, debaixo do sol da tarde e com muitas pessoas assistindo o desenrolar do seu ofício. Ele gostava que as pessoas o vissem pintando.
Faremos uma proposta às autoridades culturais para que se restaure a pintura encontrada e com possibilidade de catalogação e preservação da sua obra. Porque talvez seja o primeiro pintor da Ilha do Bispo. Portanto, merece nosso respeito, e esta comunidade precisa saber sobre seus artistas e valorizá-los. Voltaremos a falar desta questão futuramente.

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Pintura de Macena. Localizada no Conselho Comunitário da Ilha do Bispo. A pintura retrata cenas da relação de escravidão entre o homem branco e os índios tabajaras, habitantes da região.

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Detalhe da obra. A assinatura do artista. A pintura se encontra em estado deplorável de conservação. Pois é necessária uma restauração urgente.

DIA: 25 de outubro/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h

Estamos no processo do fazer da pintura da igreja Senhor do Bonfim. Veremos o resultado e as atividades no próximo relatório de novembro.

Click:
Artista Plástico: JOSE PAGANO
http://www.artesjosepagano.blogspot.com
Pagarty03@yahoo.com.br

quarta-feira, 21 de março de 2012

MÊS AGOSTO PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011

PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011
PROJETO OFICINA DE PINTURA:
MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.
(BAIRRO ILHA DO BISPO)

JOSE PAGANO
Autor, Professor de Artes e artista plástico.
Local: Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB
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Pintura sobre papel do educando Lucas Henrique. 12 anos.

Os educandos da oficina de pintura Minha Comunidade, Minha Memória. Projeto desenvolvida na Comunidade do Bairro da Ilha do Bispo, cidade de João Pessoa. Paraiba - País: Brasil



O Trem da Ilha do Bispo

Os gestos e sons fazem parte do processo para estimular a criatividade dos educandos.

O fazer artistico dos educandos da nossa oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória. O processo aqui é entendido como um todo, que compreende desde a tematização, os conteúdo, os diálogo, as atividades, a obra concluida, sua critica e autocrítica.

A aula continua no Jardim da Igreja São Francisco. Observar as cores, as texturas, as luzes, as sombras, os ritmos são importantes para sensibilizar os educandos para com o processo da pintura e do desenho.


O artista plastico Jose Pagano discorre sobre o ritmo, a luz e a cor na natureza para com o estilo paisagem

Os educandos nunca haviam visitado a igreja São Francisco, que é um marco do Barroco brasileiro.
Procurar compreender o barroco brasileiro significa descobrir a religiosidade brasileira, a história da religião católica fundamental na construção dos aspectos folclórico brasileiro.

O arte educador Jose Pagano discorre explicação sobre como se constitui as referidas esculturas barrocas, seus materiais e significados.
Sobre a escultura Barroca. O arte educador Jose Pagano explica os aspectos dos olhos, da madeira utilizada na confecção da escultura, os pigmentos, o ouro como elemento estético e da riqueza (ciclo do ouro) do país Brasil. Relacionada à religiosidade católica.


Na exposição do folclore brasileiro a descoberta dos valores artísticos populares do Brasil e da Paraíba

Francisco Araújo, de Várzea Nova – PB. Escultor popular. Foi meu mestre de escultura. Em sua oficina entre as vacas que criava, aprendi com ele a fazer escultura em pedra calcária.

O arte educador Jose Pagano explica aos educandos sobre o que é folclore, arte popular e seus valores, como uma forma de espressão e de identidade cultural de um povo.

PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011
PROJETO OFICINA DE PINTURA:
MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.
(BAIRRO ILHA DO BISPO)

JOSE PAGANO
Autor, Professor de Artes e artista plástico.
Local: Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB
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RELATÓRIO DAS ATIVIDADES
Mês de AGOSTO/2011

Na foto do mês: Aos poucos estamos caminhando, criando e constituindo os objetivos. Estamos nos meados do curso, portanto há muitas atividades por fazer.


DIA: 02 de agosto/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Estamos desenvolvendo a prática da pintura e do desenho. Os desafios de superação pessoal de cada um dos educando é posto em jogo diante de si e dos amigos.

O processo do fazer da pintura requer muita concentração, isto significa que o educando esteja envolvido se possível, todo tempo no seu cotidiano observando as cores, ritmos, formas e etc., da sua comunidade de forma consciente. Portanto, diante estes estímulos notados, o educando adquire “asas” à sua imaginação, favorecendo um melhor desempenho do seu processo criativo.

Envolver-se no processo é primordial para a auto-expressão do artista.

A reflexão sobre a produção artística da comunidade, favorece a qualidade dialógica dos educandos, que são moradores do bairro da Ilha do Bispo, sobre a histórida da sua comunidade. Isso contribui na construção da identidade cultural do educando.

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Os traços simples dos educando, já revelam elementos formais e significados que se relacionam diretamente com a sua comunidade.


“Uma pintura não é baseada e decidida de antemão. Mesmo quando se está fazendo, muda como mudam os pensamentos de cada um”. (PABLO PICASSO)


“Tudo se resume em compreender que nossos olhos de carne já são muito mais que receptores para as luzes, para as cores e para as linhas: são computadores do mundo, têm o dom do visível e esse dom merece pelo exercício. A visão só aprende vendo, só aprende por si mesma.” (MARLEAU PONTY).

A oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória procura através da arte tranformar o sujeito para construção de um mundo melhor. Acreditamos que a arte possa melhorar a vida de cada um e da comunidade.

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Duas gerações compartilham um processo de troca de experiência artística.

O diálogo sobre a vida da comunidade e a troca de experiências artísticas entre as novas gerações são fundamentais na constituição da pintura, que objetiva refletir a comunidade.

Freire fala sobre a importância do diálogo para o educador Paulo Freire:
“Para pôr o diálogo em prática, o educador não pode colocar-se na posição ingênua de quem se pretende detentor de todo o saber, deve, antes, colocar-se na posição humilde de quem sabe que não sabe tudo, reconhecendo que o analfabeto não é um homem perdido, fora da realidade, mas alguém que tem toda uma experiência de vida e por isso é portador de um saber.” (PAULO FREIRE).

A arte expressa à sociedade com seus conflitos.
O sujeito histórico constrói sua memória cultural no âmbito da sua comunidade de forma crítica-consciente da sua existência histórica. Portanto, o educando é o sujeito inacabado, isto é em construção e transformação, que alicerça o seu conhecimento face o contexto e da sua realidade de vida.

“A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de ‘ler’ o mundo particular em que me movia (...), me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, recrio, e revivo, no texto que escrevo a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra.” (PAULO FREIRE. A importância do Ato de Ler, 1982.)

“O desenho é uma forma expressiva de ler o mundo, a leitura visual do mundo de quem desenha”. (Jose Pagano).

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Mãe e filha dialogam sobre o que é arte. A mãe apresenta com orgulho o desenho da filha.
A presença da família no convívio da produção artística do filho estimula uma relação familiar harmônica.

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Apresentando a produção pictórica do dia.


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A alegria e a descontração ao término do desenho.

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Às vezes apresentar o trabalho dá uma timidez...

DIA: 09 de agosto/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
A análise das fotos tiradas das últimas caminhadas pela comunidade da Ilha do Bispo. A partir delas são feitas uma leitura e a construção dos trabalhos. Neste momento não se refere a uma releitura das fotos, mas apenas “refrescar a memória”, fazer identificar os elementos significativos que compõem a referente comunidade.

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Observando algumas fotos o educando desenha suas figuras expressivas que caracterizam a sua comunidade.

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Os desenhos são elaborados a partir da observação da foto feita na comunidade. As fotos são exibidas no computador.


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Lú faz esboço e estudo de composição para uma pintura, que exprime uma paisagem do bairro da Ilha do Bispo.

DIA: 16 de agosto/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Técnica de pintura e desenho.

A elaboração do trabalho por parte de cada um educando implica em desafio e esperança. O esforço que cada um demonstra é igual a sua força de vontade pessoal, para fazer uma boa pintura e culminar ao fim do curso com uma boa produção.

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O arte educador Jose Pagano ouve perguntas e explica determinadas qualidades rítmicas do desenho, a partir do lápis grafite. Dona Ivanilda atenta conduz o seu desenho com destreza.

A qualidade do trabalho produzido é a prioridade nestas condições, que a oficina se apresenta. A quantidade é a primazia na medida em que se relaciona com o número de produção de trabalhos com a quantidade de alunos.

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Lú apresenta sua pintura ainda inacabada. Observa-se uma paisagem da Ilha do Bispo. Um olhar para o centro da cidade de João Pessoa. Vê-se a desativada fábrica de algodão e a ponte. Ao fundo a Igreja Catedral Basílica Nossa Senhora das Neves.

Além das prioridades descritas à cima é importante também a análise crítica do trabalho. O educando “diz”, expressa sua “ideia visual”, a obra “fala”. A pintura quando constituída, em exposição ela dialoga com o público.

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O arte educador Jose Pagano faz gestos e sons, que procuram estimular a criatividade do educando. Estas expressões relacionam-se à temática do desenho de Lucas, de título “O trem das quatro horas”.

A pintura produzida deve estar em consonância com os objetivos deste projeto (Minha Comunidade, Minha Memória), e que ela possa refletir uma transformação do educando, o sujeito que faz a obra. Pois, esta oficina de pintura entende que a obra de arte produzida envolve o artista e o público. Compreendemos então, que a obra de arte é uma construção de todos, para todos.

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria". (PAULO FREIRE).


"A sociabilidade da arte é irrefutável, com ela se estabelece um jogo que envolve o senso crítico, emoções, autoconfiança por parte do sujeito-criador". (JOSE PAGANO).

DIA: 23 de agosto/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Atividade para fazer em casa. Neste dia 23 devido à reunião na FUNJOPE.
Desenho de observação: a) Sobre a mesa os pratos, colheres, copos, frutas e outros objetos; b) observar a luz e a sombra que incide sobre estes objetos; c) desenhar de forma a representar estes objetos, com suas luzes e sombras; técnica: Lápis grafite e papel sulfite.

Neste dia 23 de agosto foi realizada à reunião das oficinas na FUNJOPE
De acordo com a comissão organizadora das oficinas da FUNJOPE, as atividades das oficinas que ocorressem neste dia e horário poderiam ser suspensas, para que o oficineiro pudesse participar da referida reunião. Então, logo me fiz presente. Onde foram discutidas as problemáticas das oficinas e suas soluções.
A reunião foram mediada pela comissão formada por Déa Limeira, Adriana Pio. De forma democrática foram conduzidos os pontos que estruturam o debate.
Fez-se presente de forma brilhante à palestra de Bruno Hercílio, onde o mesmo falou sobre “a arte e sua função social”.
Eu Jose Pagano fiz um rápido comentário sobre a arte e a sua contribuição na transformação social. E, proferir questionamentos sobre Transformar para quê? É necessária uma consciência crítica sobre as coisas, e da história para estruturar uma transformação? O oficineiro precisa ter ciência da transformação social e do seu projeto como meio transformador?

DIA: 30 de agosto/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Conteúdo: O Barroco Brasileiro: as pinturas Barrocas; Características do Barroco; O barroco e o ciclo do Ouro no Brasil; O movimento artístico mais rico do Brasil; Aspectos do folclore brasileiro.
Visita: Igreja de São Francisco da cidade de João Pessoa.
As atividades da aula foram desenvolvidas na igreja de São Francisco. Através das pinturas, das esculturas barrocas, dos ambientes da igreja, dos jardins e da exposição do folclore brasileiro, presente nos espaços desta igreja. Fizemos uma breve incursão na história do Brasil e do movimento artístico o Barroco. O Barroco na Paraíba.

Os educandos nunca haviam visitado a igreja São Francisco, que é um marco do Barroco brasileiro.
Procurar compreender o barroco brasileiro significa descobrir a religiosidade brasileira, a história da religião católica fundamental na construção dos aspectos folclórico brasileiro.

O arte educador Jose Pagano discorre explicação sobre como se constitui as referidas esculturas barrocas, seus materiais e significados.
Sobre a escultura Barroca. O arte educador Jose Pagano explica os aspectos dos olhos, da madeira utilizada na confecção da escultura, os pigmentos, o ouro como elemento estético e da riqueza (ciclo do ouro) do país Brasil. Relacionada à religiosidade católica.


Na exposição do folclore brasileiro a descoberta dos valores artísticos populares do Brasil e da Paraíba

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Francisco Araújo, de Várzea Nova – PB. Escultor popular. Foi meu mestre de escultura. Em sua oficina entre as vacas que criava, aprendi com ele a fazer escultura em pedra calcária.

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Mestre Francisco Araujo, de Várzea Nova – PB. Pedra calcária. Esculpi o mundo fantástico nordestino.


O artista popular é um produtor cultural. O folclore é a sabedoria do povo, que possui características da tradição, da coletividade, do anônimo e da oralidade.
Durante a apreciação das obras artísticas o educando descobre também que faz parte do mundo das manifestações folclóricas e artísticas. Que ele é um sujeito cultural, que constrói os valores culturais na sua comunidade.


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O arte educador Jose Pagano explica como era feita a pintura barroca sobre a madeira. Os pigmentos, tintas e bases. A temática religiosa católica. O barroco e a presença do catolicismo no Brasil.

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Nos jardins da igreja. Jose Pagano explica como pintar paisagem, estilo que expressa à natureza, seja ela humana ou natural.

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A paisagem. A luz, as formas, as cores e a tonalidade. O vento como orientação do ritmo do quadro.


Observações das ocorrências do mês de agosto:

A ocorrência considerada do mês foram que algumas alunas nas duas últimas aulas ficaram doentes, quais foram: Dona Ivanilda (62 anos) e Elisama. E Lú começou a trabalhar no horário das aulas. Mas, ela continua no Curso. Portanto, será feito um horário para a mesma. Todas continuam no curso.

segunda-feira, 19 de março de 2012

MÊS JULHO/PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011






MÊS JULHO/PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011
PROJETO OFICINA DE PINTURA:
MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.
(BAIRRO ILHA DO BISPO)

JOSE PAGANO
Autor,Professor de Arte e artista plástico

Local: Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB
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RELATÓRIO DAS ATIVIDADES
MÊS de JULHO/2011

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FOTOS DO MÊS JULHO
Adentramos nos espaços geográficos do bairro da Ilha da Bispo. Partimos da associação e caminhamos toda a rua da linha e chegamos na comunidade do Aratú, na beira da maré do Rio Sanhauá. Sem esforços percebemos o descaso das políticas sociais, da injustiça social e da humilhação da pobreza, que assola há tempos, os moradores daquela comunidade. Lembrei-me que alí vivenciei a minha infância e desfrutei com pescadores da maré, do carangueijo, do peixe, das frutas e de uma bela paisagem do pôr do sol.

1.DIA: 6 de Julho/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Primeira parte: Alguns aspectos teóricos: A não funcionalidade da arte versus funcionalidade; O significado na arte; O simbólico; A arte contemporânea.
Segunda parte: fotografar a comunidade da Ilha do Bispo. Captar as luzes da comunidade suas cores, formas e linhas. Observar os personagens da comunidade; Caminhada a partir da associação até a comunidade do Aratú, localizada na beira da maré. A partir do que foi observado, fazer uma reflexão para a construção do desenho e da pintura.

O arte-educador e artista plástico Jose Pagano discorrem sobre a arte e a sua funcionalidade.

Jose Pagano explica alguns aspectos a cerca da arte e a sua funcionalidade. A função de uma pintura que exprimi um tema religioso do período Gótico.

O estímulo a curiosidade é fundamental no processo da aprendizagem do aluno.

Mostrar as fotos de uma obra de arte instiga o aluno, desenvolve sua curiosidade e o entendimento sobre a questão que a envolve.

Comentários e Fotos sobre a segunda parte da aula

A caminhada. Saímos depois das 15h30min. O sol nesse horário começava a cair, tornando-se menos quente. Caminhamos toda a rua da linha até a comunidade do Aratú na beira da Maré. Sentíamos poucos inseguros face à realidade. Durante a caminhada observamos o que estava em nossa volta. Os elementos formais e as paisagens da Ilha são muito bonitos. Portanto, entendemos como expressivos para a construção da pintura e dos desenhos a serem desenvolvidos.

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Saída da associação. A caminhada inicia.

Percebemos também que é importante a caminhada, porque marca o comparecimento do “Projeto Minha Comunidade, Minha Memória”, nos meios da referente comunidade da Ilha do bispo, onde tal projeto é desenvolvido. Além de assinalar a presença da Fundação Cultural de João Pessoa - FUNJOPE e da Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA, nas localidades dessa comunidade. Confirmando a inclusão cultura e artística a este bairro.

Algumas paisagens da Ilha do Bispo
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Imagens fotografadas pelos alunos. Elementos de inspiração da construção da obra de arte a ser desenvolvida.

Envolver-se no processo criativo significa está ativamente presente no que se deseja criar. Aqui a obra de arte surge deste envolvimento, de forma consciente. É preciso que cada aluno estabeleça o seu jogo criativo, diante da sua realidade perceptiva. A caminhada favoreceu este jogo, fortalecendo a criatividade. (JOSE PAGANO).

Durante a caminhada foram feitos diálogos com alguns moradores demonstrando a importância do tal projeto, para a aquela comunidade. Paramos na padaria. Conversamos e fotografamos os elementos que comporão a pintura e o desenho.

A construção de uma memória, a partir da composição pictórica dos elementos formais da paisagem da Ilha do Bispo.

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Chegamos à comunidade do Aratú da beira da maré.

Dialogamos com alguns patriarcas e matriarcas da comunidade do Aratú. Pois, quando lá chegamos refletimos face à realidade social. Os olhos de alguns moradores desta comunidade eram de curiosidade sobre nós.
Resolvi então de imediato dialogar com estes moradores e explicá-los sobre a nossa presença, e também da importância do Projeto Minha Comunidade, Minha Memória e do valor da FUNJOPE e da ARCA para a tal comunidade. Todos foram convidamos a participar do projeto. Eles os moradores, num total de onze pessoas entre senhoras e senhores, gentilmente entenderam da importância do projeto para os jovens e adultos daquela comunidade, e do Bairro da Ilha do Bispo como um todo. A conversa se estendeu durante a chegada na comunidade, até a saída.

A paisagem é um elemento principal e simbólico, por que ela se relaciona com os aspectos da memória cultura da Ilha do Bispo.

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O arte-educador e o artista plástico Jose Pagano discorre in loco, sobre os aspectos da cor, da forma, da luz e do ritmo da paisagem, relacionando-as aos aspectos ambientais. Pois, a miséria social do local trouxe consigo a poluição do Ecossistema Manguezal que é característico da região da Ilha do Bispo. A importância do Ecossistema Manguezal, com a sua complexidade, sua produtividade de vida, e a sua riqueza biológica fazem desse ecossistema um “berçário natural” de grande relevância para vida marinha como também para terrestre. Logo, foi ressaltado também o valor que o manguezal tem para a comunidade do Aratú e do bairro da Ilha do Bispo.

Elementos formais que comporão a pintura e os desenhos.

A Ilha do Bispo possui formosas paisagens, pintá-las é um desafio. Portanto, significa uma descoberta de valor afetivo, uma memória cultural entre inúmeras incalculáveis da comunidade. O educando é o sujeito, que nela habita, portanto cúmplice do seu cotidiano vivenciado. (JOSE PAGANO).


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De volta do Aratú. Vemos uma paisagem um tanto surrealista. Vê-se ao fundo a igreja Catedral Basílica da cidade de João Pessoa.

2.DIA: 13 de Julho/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Primeira parte: aula prática. Os aspectos práticos do desenho e da pintura. Tonalidade; Ritmo, linha; Composição; planos. O lápis grafite. Lápis cera.

No primeiro contato com o desenho. O professor Jose Pagano desenha para os alunos como uma forma de instruir a simplicidade nos traços, a concentração e a disciplina. Todas estas são necessárias para um bom desenvolvimento do desenho.

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Todos olham com atenção o ato de desenhar. O artista Jose Pagano desenha e explica os aspectos básicos do desenho.

Os planos da perspectiva são importantes na paisagem. Toma-se como exemplo, a paisagem da Ponta do seixas.

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Um barco

Processos construtivos do desenho.
Desenhar em variadas posições contribui significativamente na criação do desenho e no seu ritmo. Deitado, sentado, de pé, de joelho ou com o papel na vertical e horizontal, sobre a mesa ou na parede. São maneiras que o artista elabora para adquirir uma característica peculiar no seu desenho.

O desenho exige emoção, liberdade, ordem e clareza do que se está desenhando. Para isso é preciso que o artista aprecie criticamente o seu desenho.

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A aluna procura um significado do seu desenho.
A observação de uma garatuja pode revelar uma ideia para um desenho mais elaborado. Isto é, a partir de uma garatuja criam-se outros desenhos mais organizados.

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Anaclécia. Grafite sobre papel.
Os simples rabiscos podem sugerir formas e ideias, a partir da observação do artista.
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Lú. Grafite sobre papel

O desenho figurativo é uma expressão inerente à condição perceptiva do cérebro do homem.


3.DIA: 19 de Julho/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Primeira parte: Aspectos técnicos de preparação da tinta.

Os primeiros contatos com a tinta e os primeiros passos com o pincel.


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Lú. Desenho. Lápis cera sobre papel.
Lú. Paisagem da Ilha do Bispo. Acrílico sobre papel.

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Lú. Apresentando o seu trabalho. A expressão do seu rosto revela uma satisfação, depois de muita ansiedade e trabalho no processo criativo.

"Um sorriso após o ato da pintura. Pode demonstrar uma satisfação do artista ou uma auto-avaliação diante da observação da sua obra concluída." (JOSE PAGANO).


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Lucas Henrique. Desenho. Acrílico sobre papel.

O grafismo de Lucas Henrique revela sua própria liberdade de se expressar, através das suas cores, ritmos e formas. A sua idade e a sua constituição perceptiva fazem parte significativa da expressão do seu desenho.


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Lucas Henrique desenha com vontade, alegria e muita concentração.

4.DIA: 26 de Julho/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Primeira parte: Aspectos práticos da pintura; Processo criativo.

A constituição da criatividade é complexa e Leva muito tempo. Temos pouco tempo para exercitá-la. É mais um desafio chegar à conclusão do projeto apresentando um trabalho que seja gratificante. Pois, sabemos que nossos educandos têm força de vontade, e nenhuma experiência anteriormente com a pintura e o desenho.


A minha preocupação é estimular a criatividade sem destruir a criatividade. Não posso interferir na criação e na peculiaridade de cada um dos educandos. Mas, sei que eles necessitam da minha mediação. É um jogo de cumplicidades, habilidades psicológicas e técnicas. Pois, tenho que interferir sem ferir o processo criativo. É muito tênue esse relacionamento.


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Dona Ivanilda. A almofada. “Nunca pensei em desenhar na minha vida”.

A troca de ideias durante o processo criativo estimula o aluno a vê o outro, e a si mesmo. A correspondência de informação vivenciada pode ser através da apresentação do trabalho ao colega. Esta questão pode ser entendida, como uma forma de sociabilidade por parte do aluno. Quando ele compartilha sua obra com o outro, se estabelecem as críticas e as autocríticas, relevantes no processo criativo.

Expor o trabalho auxilia o aluno a encarar a sociedade, através da sua obra de arte, contribuindo desta forma na construção do sujeito cidadão.

Em todas as atividades devolvidas procuro despertar a opinião do aluno, a sua fala sobre o seu trabalho produzido. A conversa se estabelece diante de outro colega. (JOSE PAGANO).
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O desenho , bem como o sonho, pode participar de dois níveis de leitura. Podemos detectar o “conteúdo manifesto” do desenho, que seriam as imagens ali presentes no papel e o “conteúdo latente”, que trata das mensagens subliminares, escondidinhas também ali no papel. (FLORENCE DE MÈREDIEU).
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Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. (PAULO FREIRE).

5.Observações das ocorrências do mês de julho
A falta de água nos bairros da cidade João Pessoa durante oito (8) dias causou ausência de alguns alunos no dia de aula. Especialmente na aula do dia 19 de agosto de 2011.

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Flagrantes de moradores da Ilha do Bispo em busca de água. Oito bairros da cidade entraram em calamidade pública devido à falta de água.

Click:
Arte-educador e artista plástico:
JOSE PAGANO
http://www.artesjosepaganao.blogspot.com
Pagarty03@yahoo.com.br

MÊS/JUNHO PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011



MÊS/JUNHO PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011
PROJETO OFICINA DE PINTURA:
MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.
(bairro Ilha do Bispo)

JOSE PAGANO
Autor, Professor de artes e artista plástico

Local: Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB
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RELATÓRIO DAS ATIVIDADES
MÊS de JUNHO/2011

A foto do mês. Inicia-se uma nova fase da oficina

4. Os círculos de reuniões para debater o andamento das oficinas/funjope/2011

5. Observações das ocorrências do mês de junho

DIA: 01 de Junho/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Primeira parte: Introdução: o que é perspectiva, a perspectiva e a história da arte; a perspectiva no período do Renascimento; a busca da tridimensionalidade no plano bidimensional; Leonardo da Vinci e a perspectiva; a perspectiva e o desenho: os planos da perspectiva. O ponto, a linha. Segunda parte: Fazendo desenho usando a técnica da perspectiva.
Terceira Parte: Apresentação de slides de algumas pinturas e seus estilos estéticos. Enfoco o valor social e político e da pintura.

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O arte educador Jose Pagano discorre o conteúdo: a perspectiva. Ele explica e desenha os planos, que compõe esta técnica de desenhar, que através dos planos gráficos provoca uma ilusão de ótica de profundidade. A perspectiva foi uma das características da pintura e do desenho do Renascimento (1350 – 1550).

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Alunos concentrados desenham guindo-se pelas regras da perspectiva, tão presente na atualidade tecnológica da informática.

A ciência da informática possui entre outras primazias, construir a imagem computadorizada no desenho, no cinema, na televisão e em fotografias que representem mais fielmente as coisas que cercam o homem. Sendo assim, a informática busca criar através da imagem uma sensação de realidade dos objetos, uma representação da realidade do mundo visual da natureza, “um mundo virtual”. Neste sentido, a técnica da perspectiva é fundamental na construção da sensação de representação da realidade visual.
Desta maneira, o estudo da perspectivas acrescenta ao educando um conhecimento mais amplo, além da temática abordada.

Pois, o tema abre discussão do desenho em outras técnicas, como o uso dos computadores na produção de desenhos, além da técnica de um simples lápis.
O ato de desenhar é também uma ação de alfabetização visual, de desenvolvimento da percepção visual, dos aspectos da motricidade, de ampliação intelectual, de conhecer e pensar o mundo que o cerca, diante da realidade.

O professor Jose Pagano dá exemplo de desenho em perspectiva. O estudo da perspectiva oferece segurança ao aluno no ato de desenhar.

O lápis, seja ele em pastel, grafite, ou de cor registra o mundo do desenhista, do artista visual e da história da arte. Aqui os educandos são alfabetizados visualmente, através do desenho ou da pintura terão melhor capacidade de percepção visual.

Dona Ivanilda, de 63 anos de idade, desenhando. Ela Comenta: _ “Jamais pensei em desenhar, é muito difícil. E com essa idade”...
Em seu livro Formas de Pensar o desenho, a escritora Edith Derdyk, disserta sobre o uso do lápis e o ato de desenhar como uma manifestação dinâmica e criadora.
O dinamismo, a flexibilidade e a transitoriedade do movimento se manifestam na pontinha do lápis, transformando a criança num ente criador, que se projeta na sua obra. No ato de desenhar, a criança é o papel. O lápis, a linha, objeto, a pontinha contactua e mergulha neste universo anímico e mutante. (p. 64).

Nos primeiros passos do ato de desenhar, a timidez dos alunos se apresentava através de risos, escondendo o rosto ou em silêncio. Após fazer o desenho, o comentário sobre o mesmo é compartilhado a todos. A importância da crítica e da autocrítica é fundamental no processo de desenvolvimento artístico do educando e da sua relação comportamental com outros colegas, diante da sua obra.

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Lú mostra timidamente o seu desenho

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Anaclécia em meio a risos apresenta seu desenho.

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Elisama esconde o rosto ao comentar sobre o seu desenho.

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Os educandos pede explicação ao professor no processo artístico. Enquanto outra posa para uma foto com o seu trabalho.

O ato de desenhar e opinar sobre o trabalho feito, é um momento do educando se expor e conhecer a sua consciência artística e dizer que “Eu Existo” aos outros colegas. (Jose Pagano).


DIA: 8 de Junho/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
PRIMEIRA PARTE: Alguns aspectos sobre estilo artístico. O que é movimento artístico Quais são os movimentos artísticos. As qualidades distintas dos estilos artísticos. Porque os estilos artísticos existem. O surrealismo. O figurativismo. O expressionismo. A natureza morta.
SEGUNDA PARTE: Fotografar (in loco) as paisagens ao redor da ARCA. Observação das cores da localidade ao redor da ARCA.

A primeira parte da aula foi sobre os movimentos artísticos. Desenvolveu-se de forma teórica valorizando a curiosidade e o interesse sobre o determinado estilo artístico do aluno.

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dez minutos Momento do Lanche
Alguns educandos se concentravam e outros se distraiam.


“Vamos transformar a comida em arte” !... (Jose Pagano)

A segunda parte: Aula foi ao ar livre. Fotografar as paisagens ao nosso redor. O objetivo: captar as cores, as formas, a luz, e o significado particular de cada aluno sobre o ambiente.

O sentido da arte é viver. (Jose Pagano)


“Muitos homens já morreram nessa fábrica”. (Dona Ivanilda).

A nossa intenção é pintar nossa comunidade da Ilha do Bispo, valorizá-la e mostra - lá para a sociedade que ela existe.
Inicia-se uma nova fase. A oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória sai do espaço fechado da sala de aula e se adentra na comunidade. De corpo e alma aos poucos a oficina se constrói.

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A foto mostra que de repente fomos ameaçados em gritos pela guarda da fábrica de cimento. Nas foto o carro da vigilância “combate” nos rodeia.
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Pois, de acordo com o guarda não poderíamos tirar fotos e nem apreciar o referido local. Então, dialoguei com o guarda dizendo eu era o professor e que se referia de um projeto educacional de estimável valor promovido pela FUNJOPE. Mas, eles se sentiram ameaçados pela nossa presença. E, fomos expulsos urgentemente. Daí, fomos embora como forma de evitar qualquer problema.

UM EXEMPLO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS.
Esta foto representa as novas gerações, o compromisso com o saber, a liberdade e a cidadania. Aprender e transformar o conhecimento faz parte da condição humana. A foto também nos mostra a função qualificadora, da Educação de Jovens e adultos - EJA. Que afirma ser o conhecimento é permanente.

"Nós só aprendemos quando aquilo que aprendemos tem significado para nós. O ser humano aprende ao longo de toda vida, somos seres inacabados e por isso aprendemos sempre. Nessa perspectiva não há tempo próprio para aprender". (Paulo Freire)

DIA: 15 de Junho/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Introdução ao Estudo das Cores: O que é cor; a cor Luz; cor pigmento; as cores primárias; cores secundárias; as cores complementárias; características das cores; a linguagem das cores e seus aspectos psicológicos na cultura.

Professor de artes Jose Pagano discorre sobre o estudo das cores. Na foto presença de Gero o presidente da Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB.

Inicia-se com o tema o que é cor. Explica sobre o fundamento que estrutura a cor. A cor e os aspectos físicos, químicos, psicológicos, culturais e sociais relacionadas à comunidade.

O estudo da cor é importante para que o educando se fundamente no processo do fazer da pintura. A preparação da cor é um processo científico que determina o resultado da pintura. A pintura é determinada pela qualidade técnica da tinta. Portanto, a importância da escolha do tipo de tinta para cada pintura é fundamental para um resultado satisfatório da obra pictórica idealizada. O estudo da cor será desenvolvido durante todo o processo de fazer a pintura.

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Professor de artes Jose Pagano responde as indagações sobre a temática da Cor.
O arte educador e artista plástico Jose Pagano procura interagir com os educandos. Na foto à esquerda a visita marcante em nossa oficina, Gero o presidente da ARCA envolvido no processo da aula.

A interação e a dinâmica entre o educador, o educando e o desenvolvimento da temática é de grande relevância no processo do ensino-aprendizagem. Os alunos adquirem o conhecimento de forma ativa favorecendo a autoconfiança necessária para o enriquecimento intelectual. Este é projeto fundamentado na Educação de Jovens e Adultos (EJA) se constitui da valorização do sujeito inacabado e na transformação permanente do conhecimento, apontando para a cidadania.

4. OS CÍRCULOS DE REUNIÕES PARA DEBATER O ANDAMENTO DAS OFICINAS/FUNJOPE/2011

A primeira reunião do projeto Oficinas Culturais nos Bairros foi realizada na FUNJOPE – Fundação Cultural de João Pessoa PB, às 15h do dia 15 de junho de 2011. Teve como objetivo discutir a solução dos problemas, a melhoria das atividades e a troca de experiências entre as oficinas. Esta reunião se refere às áreas de Artes Visuais e Áudio Visual. A reunião foi mediada pela coordenação do tal projeto, representada por Déa Limeira, Adriana Pio e Pedro Osmar.


A reunião foi mediada pela coordenação do tal projeto, representada por Déa Limeira, Adriana Pio e Pedro Osmar. Foi marcada a presença do artista plástico Jose Pagano que ministra a oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória, no bairro da Ilha do Bispo, na ARCA - PB.

A reunião pôs esclarecimento dos mecanismos que estruturam o processo didático-pedagógico do projeto: oficinas culturais nos bairros. Foram assinalados novos caminhos e soluções às problemáticas das oficinas apresentadas pelos oficineiros.
O problema significativo apontados, nesta reunião se relaciona às oficinas de um modo geral. O tal problema, refere-se à carência de divulgação das mesmas em suas comunidades que atuantes. Observou-se então, que a pouca divulgação e a greve dos professores da rede estadual de ensino foram consideradas como motivo que levaram o início das atividades das oficinas terem um baixo público de inscritos de alunos. Foram feitas propostas por parte da coordenação, como também pelos oficineiros. Ficou estabelecido que fosse necessária mais divulgação das oficinas, através de “boca em boca” das rádios e outros veículos de comunicação com o objetivo de conquistar mais alunos para as oficinas.
Outra questão apresentada foi sobre a manutenção do aluno, durante todo o curso do semestre letivo. Foram feitas reflexões sobre como manter a freqüência do aluno, e quais os estímulos que favorecem o seu interesse, pelas atividades desenvolvidas tornando-o mais presente na sala de aula.
Sabe-se que é muito difícil manter um grupo de alunos durante um longo tempo de percurso das oficinas. E, principalmente quando estes não recebem uma “Ajuda de Custo”. Mesmo, diante da tal fato, e da realidade da vida pessoal e social de cada aluno. Diante do exposto, sabemos que é importante mantê-los sempre interessados nas atividades, que é fundamental na construção das oficinas para atingir os seus objetivos.

5. OBSERVAÇÕES DAS OCORRÊNCIAS DO MÊS DE JUNHO

Foram observados neste mês de junho de 2011. As festas juninas, festas folclóricas de significação tradicional intensa, que movimenta a economia da nossa cidade. Desta forma, não ficaria de fora a comunidade da Ilha do Bispo, já que a sua história também se revela através desta manifestação cultural.
Tendo em vista os alunos habitarem esta comunidade. Eles fazem parte ativa do processo cultural dos festejos juninos. A maioria deles dança quadrilha e ou trabalha na culinária fazendo doces, canjica, pamonha, cocada, cuzcuz de coco e cozido de milho. E, além de confeccionar roupas para quadrilhas. Os referidos dias 22 de junho véspera de São João e o dia 29 de junho também véspera de São Pedro, não houve aula devido estas atividades juninas.
Incluindo as festas juninas no processo pedagógico. Foi recomendado aos alunos que fizessem observações visuais, como as cores, formas, a composição dos elementos juninos relacionado ao seu espaço. Como forma de permanecer atenta a atividade da oficina de pintura. No qual irá contribuir de forma positiva na criação das pinturas no processo das atividades.



à cima as Fotos avistando a fábrica de cimento CIMEPAR em meio a uma parte do manguezal aterrado. Na outra imagem os educandos da oficina, os moradores da comunidade, significativos no processo cultural do bairro da Ilha do Bispo, situado às margens do Rio Sanhauá. Este bairro compreende a área histórica da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, BRASIL. Estas fotos marcam o início das atividades do projeto oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória. Administrado pelo arte-educador e artista plástico Jose Pagano. Deu-se início a partir do mês de maio/2011 e concluirá no mês de novembro de 2011.

PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011. MÊS MAIO

PROJETO OFICINAS CULTURAIS NOS BAIRROS FUNJOPE 2011
PROJETO OFICINA DE PINTURA:
MINHA COMUNIDADE, MINHA MEMÓRIA.
(BAIRRO ILHA DO BISPO)

JOSE PAGANO
Autor, Professor de Arte e artista plástico

Local: Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA - PB
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RELATÓRIO DAS ATIVIDADES
MÊS MAIO / 2011
Foto avistando a fábrica de cimento CIMEPAR em meio a uma parte do manguezal aterrado. Na outra imagem os educandos da oficina, os moradores da comunidade, significativos no processo cultural do bairro da Ilha do Bispo, situado às margens do Rio Sanhauá. Este bairro compreende a área histórica da cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, BRASIL. Estas fotos marcam o início das atividades do projeto oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória. Administrado pelo arte-educador e artista plástico Jose Pagano. Deu-se início a partir do mês de maio/2011 e concluirá no mês de novembro de 2011.

DIA: 11 de maio/2011- Turno: tarde--Horário: 13h30min às 17h
Os processos de desenvolvimento dos conteúdos seguiram:
Primeira parte: Apresentação do professor; apresentação dos alunos; dinâmica; explanação sobre a abordagem do conteúdo programático do curso; o que é comunidade; o que é memória cultural; o que é cultura.
Segunda Parte: Iniciação a história da arte: Alguns aspectos da necessidade da arte e o fazer artístico; a arte e eu; a comunidade e eu; o que Arte; a comunidade da Ilha do Bispo e a sua importância cultural; comentários sobre a fábrica de cimento.


Iniciou o primeiro dia de aula. A foto mostra o artista plástico e arte-educador Jose Pagano lecionando. Foram abordados os aspectos teóricos e práticos da oficina de Pintura: Minha Comunidade, Minha Memória. A importância da Oficina de Pintura e da Fundação Cultural de João Pessoa – FUNJOPE, para como a cidade de João Pessoa, através da promoção dos projetos culturais. Foi ressaltado também o valor da Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA – PB, para a comunidade do bairro da Ilha do Bispo.


1. DIA: 18 de maio/2011 -Turno: tarde--horário: 13h30min às 17h

Introdução: A arte pré–histórica paleolítica o nomadismo: as cavernas de Lascaux, Niaux, Font-de-Gaume e Altamira. Características da arte pré-histórica: a técnica das mãos em negativo; a magia e a pintura pré-histórica; pintura pré-histórica brasileira; Serra da Capivara; analogia entre a pintura pré-histórica e a pintura na atualidade. As tintas pré-históricas; um processo prático do desenho.


Foto. 2: O professor Jose Pagano e seus alunos. Os aspectos teóricos e iniciação à prática do desenho; a função da arte; importantes aspectos psicológicos da arte.

2. DIA: 25 de maio/2011 - Turno: tarde-horário: 13h30min às 17

Primeira parte: Introdução ao período Neolítico: a agricultura e o sedentarismo; as mudanças na arte; alguns aspectos da arquitetura pré-histórica; santuário de Stonehenge; a escultura na pré-história; a Vênus de Willendorf.
Segunda parte: Apresentação do filme: “KOYAANISQATSI – Uma vida fora de Equilíbrio”. Diretor: Godfrey Reggio. Música: Phillip Glass; Uma analogia entre a Ilha do Bispo e o filme. Discussão sobre a comunidade da Ilha do Bispo; aspectos ambientais e modernos; a fábrica de cimento como símbolo da modernidade.

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O arte – educador Jose Pagano lecionando o conteúdo programático. Os educandos atenciosos a discussão temática

3. RELATOS PARA UMA MELHOR COMPREENSÃO DO PROCESSO PEDAGÓGICO
Fundamentado na metodologia da pergunta o processo pedagógico da Oficina de Pintura: Minha Comunidade, Minha Memória se estrutura em escalar caminhos inquiridores entre o educando e educador, através da temática apresentada, face da realidade sócio-econômica, política, histórica, cultural e artística dos educandos, todos eles, moradores do Bairro da Ilha do Bispo.
É significativo dizer, que o educando participa ativamente do processo pedagógico em busca de novos temas, mediado pelo o educador.
Integrar novas questões e conteúdos oriundos dos educandos ao projeto é parte fundamental para o cumprimento dos objetivos.
A temática desenvolvida sobre a história da arte é significativa para uma melhor expressão criativa na pintura, por parte do educando. Pois, o fazer artístico exige conhecimento e sensibilidade.

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Projeção do filme: “KOYAANISQATSI – Uma vida fora de equilíbrio”

As indagações a cerca do filme apresentado: “KOYAANISQATSI – Uma vida fora de Equilíbrio”. Diretor Godfrey Reggio e música de Philip Glass. Objetiva estimular a percepção visual e o aspecto de análise relacionado ao bairro da Ilha do Bispo. Atentando para uma reflexão sobre o homem e a natureza, as transformações permanentes da vida, em suas várias feições.

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Olhos atentos dos alunos enquanto assiste ao filme: “KOYAANISQATSI – Uma vida fora de equilíbrio”.

Existe cultura artística e folclórica na Ilha do Bispo? A cultura artística faz parte da memória desta comunidade, de que forma? Quais as mudanças culturais que ocorreram do bairro? Existe artista plástico no bairro? Você conhece algum artista plástico desta comunidade? Existem pinturas em igrejas, escolas ou em outro espaço da comunidade, o que elas representam? Existe preocupação, por parte desta comunidade, em referenciar a história da Paraíba como melhoria sócio-econômica e cultural? Qual a significação da fábrica de cimento e o meio ambiente? O que significa para você a mata do eucalipto, o manguezal e a maré para este bairro? Para onde marcha o nosso bairro?
Estas perguntas estruturaram o debate entre os educando jovens e adultos, no mês de maio.
Estes questionamentos fizeram revelar a memória de um passado, de cinqüenta anos do bairro Ilha do Bispo. O debate refletiu o contexto social, o tempo e o espaço do cotidiano da comunidade, ao confrontar com a situação atual. Drogas, violência, família desajustada, filhos que não respeitam os pais foram palavras constantes no diálogo dos educando.

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A Aluna faz anotações sobre o filme, objetivando indagar sobre a temática.


Estas interrogações são fundamentais para a prática criativa do processo artístico, do fazer da pintura que está porvir nos próximos meses com a chegada dos recursos matérias. O diálogo se desenrolou entre os jovens educando, na faixa etária de quinze anos e adultos de sessenta e três anos. A troca de experiência entre as diferentes idades são valiosas no processo pedagógico na Educação de Jovens e Adultos. Pois, implica num caráter de harmonizar, interagir, trocar experiência e informar o conhecimento entre as gerações. Favorecendo desta forma, um respeito mútuo entre as mesmas.

O educando mostra um desenho da sua mão como instrumento primordial do ato de fazer a pintura. A mão é “uma máquina de engrenagem complexa e psicologicamente sensível”. Ela Constrói as artes e naves interestelares. Os alunos aprendem a valorizar e cuidar das suas mãos como um órgão complementar do seu corpo, da sua plena capacidade de execução da pintura e da sua vida cotidiana. Estes educandos em sua maioria não possuem experiência com a técnica da pintura. Portanto, conquistá-los e sensibilizá-los da importância da arte é essencial para o sucesso desta oficina.

É importante salientar que, a maioria destes educandos não possui nenhuma experiência relacionada à pintura. Mas, apenas curiosidades de almejar o conhecimento sobre esta arte.
Para o educador Paulo Freire a curiosidade precede o conhecimento. Portanto, ela tem significado de ser deflagradora do conhecimento. Deste modo, ela produz no sujeito a ambição de penetrar nos espaços do saber e da cultura.


Algumas paisagens do bairro da Ilha do Bispo

“Instigar o processo criativo através da Pergunta é fundamental para o desenvolvimento artístico e intelectual do educando. A Pergunta se faz norteadora do fazer criativo”. (JOSE PAGANO).


4.publicada neste blog. A FOTO DO MÊS DE MAIO
Escolhida para significar o desafio do mês, agrupar os educandos.
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Na turma da oficina de pintura: Minha Comunidade, Minha Memória. Na imagem: Dona Ivanilda, Wanderlúcia, Jose Pagano, Elizama, Fabiana, Geovana, Anaclécia, Mineia, Rute, Franklin, Solon (tirando a foto), João Paulo.
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“Não há conhecimento válido se não for compartilhado com o outro. Exige-se o diálogo. A validade do meu conhecimento é dado socialmente, quando compartilho e construo o conhecimento com os outros”. (Paulo Freire).



5. OBSERVAÇÕES DAS OCORRÊNCIAS DO MÊS DE MAIO

1. A primeira aula da oficina estava prevista para ocorrer no dia 4 de maio/2011. Mas, devido às fortes chuvas ocorridas durante o período da referida aula inaugural, e por decisão da diretoria da Associação Recreativa Cultural e Artística - ARCA – PB, a aula foi adiada para o dia 11 de maio/2011.

2. No dia 11 de maio/2011, o curso iniciou com poucos alunos. A publicação do curso seria feita nas escolas. Mas, devido à existência da greve dos professores da rede estadual houve dificuldade na divulgação do mesmo. Diante do tal problema, em busca da solução contatamos um carro de som para noticiar o curso em toda comunidade. O que veio garantir uma freqüência maior de alunos, findando o mês de maio com uma maior quantidade de aluno. Continuamos divulgando a oficina na ARCA - PB, internet, blog, site, email e de boa em boca. Portanto, é necessária a continuação da divulgação no bairro. Estamos fazendo esforços conjuntos.

3. Informe sobre a carga horária: A primeira aula (do dia 4) será reposta durante o percurso das atividades. É importante salientar que a oficina acontece às quartas-feiras, no período da tarde a partir das 13h30min às 17h00min. Portanto, as horas restantes serão repostas durante o percurso. As atividades da oficina ocorrem nos espaços do Conselho Comunitário da Povoação Índio Piragibe.
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4. O curso de pintura segue este o horário devido sua peculiaridade técnica. Pois, exige uma aula num maior tempo contínuo no processo do fazer pictórico, relacionado à sua instalação do espaço físico, como preparação de tintas, lavagem de materiais e mãos. E como também, devido à adequação aos horários da ARCA – PB.


6. AGRADECIMENTOS

Agradeço a todos que compartilharam com este projeto Promovido pela FUNJOPE - Fundação Cultural de João Pessoa - PB, e a coordenação das Oficinas culturais nos bairros formada por Déa Limeira, Pedro Osmar, Adriana Pio. Sem esta instituição cultural seria impossível a realização deste projeto cultural.
Meus sinceros votos de agradecimentos a Geraldo Aguiar (Gero), o presidente da ARCA – PB, a Manoel Honório Chagas Neto, secretário da ARCA - PB, a Eduarda Pereira e a Maria de Fátima estas agentes sócio-educacionais, que compartilham nosso projeto apontando soluções. Pois, seria difícil a realização do presente curso sem a presença dos mesmos.

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JOSE PAGANO
Artista plástico - Professor de arte – ministrante da oficina
Autor deste projeto oficina de pintura: Minha Comunidade: Minha Memória.
Projeto aprovado e classificado pela:
Fundação Cultural de João Pessoa. FUNJOPE
Direitos autorais: Jose Pagano
Contato:
JOSE PAGANO
Click: http://www.artesjosepagano.blogspot.com
Email: pagarty03@yahoo.com.br